quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Com quem contar?


Estou passando por uma fase muito difícil em minha vida, talvez a mais difícil até hoje. Tenho dificuldade para compreender coisas que não concordo e superar isso sem me afetar (dificílimo né). Estou muito deprimida, sentindo falta de alguém que me faça sentir melhor.

Não entendo o que acontece, quando acho que fiz uma amizade acabo de perdê-la. Me sinto muito sozinha, não tenho pra quem contar, com quem contar. Agora é a hora de superar tudo isso sem depender de ninguém.

Acabo de enxergar um lado bom: a independência. E também a proximidade que tive com minha mãe. Nunca fui de recorrer a ela e agora como não tinha mais ninguém, tomei coragem de me abrir dizendo, em partes, o que estou sentindo.

Tomara que essa balançada me deixe mais forte, confiante, dona de mim. Eu preciso disso. Preciso superar o trauma que fizeram comigo em relação às amizades. Quero muito passar por cima de tudo, são desafios, testes que a vida nos dá.. e eu quero ser aprovada no teste da vida.

Eu não entendo porque tanta dificuldade em conviver com as pessoas, em ter amigos. Só me decepciono, não tenho mais alegrias. Na facul já não tenho mais onde procurar pessoas. 5 meninas da sala já brigaram comigo.

Tô muito cansada de me magoar, de não querer que as coisas fossem assim. Como as pessoas se metem na vida dos outros, que horror! Será que nós não podemos viver todos juntos? Todos bem? Como é complicado conviver com mulheres, que saco, viu!!

Graças à Deus tenho uma mãe, um pai e uma irmã que me compreendem e me ajudam. Eu sei que eles sofrem por me verem sofrer, isso se chama amor.

“Se for fazer uma coisa tenha personalidade. Seja você não fure os olhos da verdade”.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Em paz comigo, com o mundo se der.


Meu peito está chamas. Caem lágrimas de lamentação. Mas eu não ligo. Apesar da dor no peito, dessa vez eu não ligo. Já chega. Chega das pessoas fazerem o que querem, falarem o que querem. Não muda nada mesmo. No dia seguinte todos estão lá, do mesmo jeito, fazendo as mesmas coisas, com as mesmas caras. Não muda. Se nada muda, por que eu vou mudar? Porque as pessoas me obrigam a mudar. Me obrigam a congelar meu coração, cada vez mais. E as pessoas mudaram comigo. Não sei o que é maior, a minha raiva e decepção ou a intensidade do rasgo no meu coração. Está ferido demais, não sei se há espaço para mais marcas.

Me sinto sem fôlego para continuar. E ao mesmo tempo, puxo ar e repito: seja forte verônika, seja forte. Eu preciso de muita força. Eu vou passar por mais essa. Afinal, agora é mais fácil, não é a primeira vez. Já estou carimbada, conheço o roteiro. Sei o início, o meio e o fim. E o final é sempre o mesmo. Sabe por que? Porque o mundo não para de girar. É inevitável que ele não volte no mesmo lugar. E eu sei que ele vai voltar e devolver cada segundo da minha tristeza.

Que povinho sem noção. Inveja, muita inveja. Aquele lugar transborda inveja. Mas nós estamos protegidos, não adianta. Eu vou superar mais essa, meu sentimento não mente. A inveja só alimenta mais o que tem de bom em mim. Haha, se ferrou. Truque errado neguinho. Aqui tem experiência. Bateu, voltou.

Olhos baixos, corpo caído. Minha tristeza é nítida. Igual à minha coragem. Isso eu tenho de sobra. Coragem pra enfrentar qualquer monstro que aparecer. E foram quase 10. 10 idiotas tentando fazer de nós os tolos do século. Sabe o que eu faço com o que soube hoje? Jogo no lixo. Essas pessoas não tem o direito de nos destruir e não vão.

“Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior”